Explorando o centro de Dublin com Cecília Costa.

09/03/2024

Olá Viajadeiros, tudo bom?

Hoje no Turistando Com Cecy vamos viajar para fora do país. Xique no úrtimo! Vamos "europar", rs, lá para Dublin.

Bora lá?

Um pouco de história...

Dublin é a capital da Irlanda, de acordo com o censo de 2022 a população era de 1.263.219 habitantes. Seu nome em gaélico é "Baile Átha Cliath" (pronuncia-se 'blá-kliá') e deriva da palavra Duibhlinn (irlandês antigo), junção das palavras dubh (preto, escuro) e linn (piscina), referindo-se a uma piscina de maré escura. O rio Poodle desaguava no Liffey, um jardim nos fundos do Castelo de Dublin em frente à Biblioteca Chester Beatty. O Dubhlinn era uma piscina na parte mais baixa do Poodle, local onde os navios atracavam. A medida em que a cidade crescia, essa piscina foi totalmente preenchida. O governo reconheceu em no ano 988 como o ano em que a cidade foi colonizada, pois houve um assentamento estabelecido pelos gaélicos e vikings e este primeiro assentamento mais tarde veio a se tornar a cidade de Dublin.

As importantes ruas de Dublin.

Grandes partes de construções georgianas de Dublin foram demolidas ou reconstruídas na metade do século XX quando as construções de escritórios cresceram exorbitantemente, mas apesar de a arquitetura gótica ser linda e maravilhosa, a arquitetura moderna de Dublin é de tirar o fôlego. Estive lá nos últimos dias de dezembro, e a cidade vibra cheia de luzes, cores, cheiros e sabores. Assim que cheguei no centro com minha amiga, escutamos um "oxi mulher", o que nos levou a descobrir que tinha um montão de brasileiros por lá, rs. A primeira coisa que fizemos, foi ir a uma loja comprar um chip telefônico para ter internet por 30 dias, internet boa, rápida, segura e que não consome dados, é como se fosse um wi-fi em um chip.

As ruas repletas de pessoas de todas as culturas são tão populosas quanto as ruas de São Paulo, o Brás, ou a Paulista, não perde em nada. A diferença é que lá as pessoas falam em inglês, haha. As muitas lojas cheias de novidades para estrangeiros é uma pedida muito boa. Nossos primeiros euros gastos em Dublin (após comprarmos o chip, claro) gastamos em doces. Sim, doces. Entramos em uma loja de sweeties e vimos doces de todos os tipos: algodão doce em potes, caramelos, fondants, fudge, nougats, e é claro, muitas e muitas jujubas e balas mastigáveis. Fiz a festa comprando muitas jujubas, balas de gelatina e similares. Em seguida passamos por lojas de produtos típicos irlandeses e entramos em uma Penney's, e ali foi nossa perdição: não prestamos atenção no horário e ficamos mais de três horas por lá. Aproveitamos para comprar roupas e sapatos para o inverno europeu, pois nosso frio, por mais frio que seja não se compara ao frio de lá, as roupas precisam ser mais quentes, forradas e com sistema waterproof (a prova d'água), pois chove demais por lá.

A Irlanda tem uma peculiaridade: as pessoas por lá gostam muito de enviar cartões em qualquer época do ano, por isso existem lojas especializadas que vendem apenas cartões. Em dezembro essas lojas estavam repletas de cartões de Natal e desejos de um Feliz Ano Novo. Em janeiro foram substituídos por cartões de Saint Patrick's Day, Saint Bridget's Day, Nollaig mBam ou Little Christmas (um Natal para mulheres em janeiro) e Valentine's Day, mas independente da época, é linda a tradição de envio de cartões – muitas vezes chegam pelos Correios, visitamos várias dessas lojas por lá. Na O'Connell Street por exemplo – uma das ruas mais famosas de Dublin, se não for a mais – passamos no Edifício dos Correios e tivemos a chance de ver tudo lindo, decorado e uma parede imensa com prateleiras e mais prateleiras de cartões. Já na Grafton Street temos uma surpresa: a Trinity College, uma faculdade renomada que foi cenário dos filmes de Harry Potter – ao menos a biblioteca, pelo que me contaram. A Grafton Street oferece um ambiente delicinha para passar o fim de tarde comprando doces, ou somente passeando, olhando as lojas e construções. Nessa mesma rua tivemos a chance de ouvir diversos músicos de rua fazendo seus shows com saxofone, piano, caixas de som e tudo o mais. Durante anos nessa mesma rua tinha uma estátua bem curiosa, que agora se encontra em outra rua, na Suffolk Street.

A história da estátua?

Claro que eu conto: Molly Malone, a estátua de bronze da vendedora ambulante. No ano de 1880, o compositor James Yorkson compôs uma música intitulada "Cockles and Mussels" (numa tradução literal, Berbigões e Mexilhões) em homenagem a essa mulher e essa música se tornou um tipo de hino para todos os irlandeses. Molly Malone é tema de uma música tradicional de uma mulher do século XVII nascida em Dublin, uma vendedora ambulante que vendia peixe e tem um final trágico morrendo de febre. Na música esse admirador fala da postura forte da mulher, do trabalho pesado, que mesmo após a morte continuou trabalhando nas ruas – um fantasma talvez? Outra história que contam é que Molly não vendia apenas peixe, mas oferecia serviços sexuais também. Não se sabe se Molly realmente existiu, mas essa personagem do folclore irlandês mexe com o imaginário masculino principalmente por causa de seus atributos e voluptuosidade. A estátua foi construída em 1998 pela Comissão do Milênio de Dublin, e a maioria das pessoas que param para tirar fotos na estátua tocam em seus peitos para terem sorte. Nota-se que seus atributos estão bastante desbotados comparado com o restante da estátua, né? Dia 13 de junho é comemorado o dia de Molly Malone.

Também tivemos a chance de provar comida asiática nas ruas de Dublin: Musashi Noodles & Sushi Bar. Cada comida deliciosa... Deu fome só de lembrar. E saudade também! Falando em comida, tem bastante pub em Dublin, mas não fui em nenhum! Cheguei lá na quinta à noite, passei a sexta o dia todo e no sábado de manhã fomos para Limerick, e quando voltei, só fiquei no aeroporto, mas, durante nosso rolê passei por um que me chamou muito a atenção: o Dudley's. E o que me chamou a atenção não foi o prédio bonito ou as grandes janelas, mas o nome do primo do Harry Potter, hahah. Fora que essa floricultura ao ar livre bem em frente dá um charme especial, né?

Enfim Viajadeiros, hoje vou me despedindo de vocês, foram muitas emoções naquele lugar, um dia quem sabe eu não volto pra lá para terminar meus estudos, conhecer mais ruas e me encantar por mais irlandeses, voltar pra casa e sentir saudade de novo? Mas isso é apenas um 'e se', uma remota possibilidade. Enquanto isso, continuo com essa coluna trazendo as coisas mais lindas que eu pude encontrar por lá!

Até mais, pessoas lindas! Um abraço da

Cecy Viajadeira. 😉